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  • Limite de gastos por eleitor nas menores cidades é maior do que todas capitais

    O limite de gastos com campanha no primeiro turno das eleições deste ano das menores cidades dos 26 estados é maior, proporcionalmente, do que o de todas as capitais do país. Em oito casos, inclusive, a divisão do valor permitido pelo número de habitantes do menor município de um estado é pelo menos dez vezes maior do que na capital. Isso ocorreu após a mudança da legislação para eleições a partir deste ano, que determinou que os candidatos não poderiam gastar mais do que 70% do maior valor investido por um candidato no pleito de 2012.

    Um dos casos mais emblemáticos acontece em São Paulo, que tem a maior cidade do país e também uma das menores populações (a pequenina Borá, de 1214 eleitores). Nessa unidade da federação, o limite de gastos é de R$ 108.039,036 (valor percapita é de R$ 88,99). Enquanto que a capital, de 8.886.324 pessoas que votam, o limite é de R$ 45.470.214 (gasto de R$ 5,18 per capita). No Acre, por exemplo, Santa Rosa do Purus tem o limite de gastos por eleitor 37 vezes maior do que da capital Rio Branco.

    No Pará, a distância entre o gasto per capita é 25 vezes maior em Bannach (de 3.141 eleitores ou R$ 34,39 proporcionalmente por pessoa) do que em Belém, cuja divisão entre limite de gastos e população é de R$ 1,35. Em Goiás, a cidade de Anhanguera, de 1093 eleitores, tem gasto proporcional de R$ 98,84, enquanto que na capital Goiânia essa divisão é de R$ 5,93. No Piauí, Miguel Leão tem, por eleitor, limite de gastos 17 vezes maior do que em Teresina.

    Na Paraíba essa distância também de apresenta em Coxixola (R$ 62,02) contra João Pessoa (R$ 5). No Paraná, a diferença entre Jardim Olinda (R$ 76,24) contra Curitiba (R$ 7,42) ultrapassa dez vezes também. No Rio Grande do Sul, o gasto proporcional em Engenho Velho é de R$ 90, 03, enquanto que em Porto Alegre o valor chega a R$ 5,32. A menor diferença entre a cidade com menos eleitores e a capital de um estado acontece no Espírito Santo, onde o valor em Divino de São Lourenço é de R$ 29,35 e na capital Vitória, R$ 29,74.

     

    Distorção

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que a distorção entre pequenas e grandes cidades ocorre por conta dos gastos das eleições de 2012. “Isso ocorre porque pode ter havido um valor desproporcional na Eleição 2012 o que gera a distorção atual. A legislação pode corrigir, mas atualmente não existe essa possibilidade”, informou o órgão.

    Se para o primeiro turno das eleições, o limite será de 70% do maior gasto declarado para o cargo, onde houve apenas um turno e 50% para onde teve dois turnos, para o segundo turno das eleições, o limite de gastos será de 30%. A lei indica que nos municípios de até dez mil eleitores (caso das menores cidades dos estados), o limite de gastos será de R$ 100 mil para prefeito e de R$ 10 mil para vereador.

  • Nordeste x Sul/Sudeste: times da Série C começam a decidir acesso neste fim de semana

    De um lado, times do Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba. Do outro, equipes de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Neste fim de semana, as equipes dos Grupos A e B começam a se enfrentar pelas quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro. Mais do que uma vaga na próxima fase, os confrontos “Nordeste x Sul/Sudeste” valem o sonhado acesso à Série B do Campeonato Brasileiro.

    Leia também: confira a tabela completa da Série C

    As partidas que decidem os times que sobem à Série B acontecem nesta sexta-feira (30), sábado (1º) e segunda-feira (3).Os confrontos são Fortaleza (1º do Grupo A) x Juventude (4º do Grupo B), ABC (2º do Grupo A) x Botafogo (SP) (3º do Grupo B), Boa Esporte (2º do Grupo B) x Botafogo (PB) (3º do Grupo A) e Guarani (1º do Grupo B) x ASA (4º do Grupo A).

    Desde 2012, ano em que a Série C começou a ser disputada em dois grupos de 10 equipes divididas regionalmente, o “Norte” enfrenta o “Sul” nas quartas de final. Na história, há equilíbrio total: as equipes que vieram do Grupo A ganharam oito confrontos e a do B ganharam oito confrontos. Confira como estão as equipes para este ano:

    Juventude (4º do Grupo B) x Fortaleza (1º do Grupo A)  

    No início do campeonato, Fortaleza e Juventude estavam entre os favoritos para o acesso.Na época, o time gaúcho estava na final do estadual e o Fortaleza havia conquistado o título cearense. Cerca de quatro meses depois, as duas equipes se enfrentam em um confronto de vida ou morte. Quem vencer, sobe. Quem perder, fica na Série C do ano que vem.

    Ficar na mesma divisão é algo que o Fortaleza não quer fazer novamente. Nos últimos dois anos, o tricolor passou em 1º lugar na primeira fase e foi eliminado em casa nas quartas de final. Para que isso não se repita, o time conta com duas armas: a promessa da torcida lotar o Castelão para o jogo de volta (faltando dez dias para o jogo em casa, 25 mil ingressos já haviam sido vendidos) e a campanha.Com 30 pontos em 18 jogos, o time ficou em 1º no Grupo A.

    O Juventude não conseguiu confirmar o favoritismo inicial e penou para passar de fase. A duas rodadas para o fim da primeira fase, o time chegou a estar em 6º lugar. Foram só as duas vitórias no final da fase que classificaram o time. Para as quartas, o time tem como o bom momento como trunfo. Além da Série C, o time eliminou o São Paulo na Copa do Brasil. Contra, a equipe tem o compromisso de se dedicar a duas competições.

    Botafogo (SP) (3º do Grupo B) x ABC (2º do Grupo A)

    Outro confronto que promete equilíbrio é entre o ABC e o Botafogo (SP). De um lado, uma equipe que caiu da Série B do ano passado. Do outro, uma equipe que subiu da Série D. Em comum, a campanha regular na competição. Durante boa parte do campeonato, os times se mantiveram entre os quatro primeiros colocados.

    O ABC tem o bom momento como arma para voltar à Série B. O time não perde há sete jogos no campeonato. Para o “jogo do ano” (como o próprio site do time aponta), o time espera quebrar o recorde de público em seus jogos. Até o momento, a partida que teve mais público foi o empate em 2 a 2 contra o ASA: 8 mil pessoas.

    Chamar o público para o jogo, só que o de ida (já nesta sexta-feira (30)), também é um desejo do Botafogo (SP). No ano passado, a equipe conseguiu, lotar o estádio Santa Cruz com o projeto Futebol Sustentável (que trocava garrafas pets por ingressos). Neste ano, o público do time não foi tão bom. Mas, para a fase decisiva, a promoção voltou e a expectativa é que 25 mil pessoas apoiem o time no jogo de ida.

    Botafogo (PB) (3º do Grupo A) x Boa Esporte (2º do Grupo B)

    O terceiro confronto da lista das quartas de final da Série C é entre Boa Esporte e Botafogo (PB). O confronto coloca uma das surpresas do campeonato frente ao time que fez ótima campanha na Copa do Brasil.

    Depois de ser rebaixado da Série B no ano passado e no Campeonato Mineiro neste ano, o Boa Esporte parece ter se acertado. Sem perder há dez partidas, o time se manteve entre os quatro primeiros desde o final do primeiro turno da Série C. Um dos segredos do time é a defesa: em 18 jogos, tomou apenas 10 gols.

    Do outro lado, o Botafogo (PB) quer finalmente ascender à Série B. Desde 2014, a equipe paraibana disputa a Série C do Campeonato Brasileiro. Depois de cair por dois anos seguidos na primeira fase, a equipe conseguiu a classificação. Como trunfo, o “Belo” carrega a ótima campanha no ano. Além de ganhar o estadual, o time chegou entre os 16 melhores na Copa do Brasil. Só foi eliminado pelo Palmeiras (líder da Série A). De quebra, ainda se despediu com vitória contra o verdão: 1 a 0.

    ASA (4º do Grupo A) x Guarani (1º do Grupo B)

    O confronto entre Guarani e ASA tem a equipe paulista como favorita em função da campanha irrepreensível até o momento na competição e ainda tem a força da camisa contra o adversário. Por outro lado, o ASA quer surpreender.

    Até o momento, o Guarani ganhou 38 dos 54 pontos possíveis. O aproveitamento de 70,38% é melhor do que dos líderes da Série A (Palmeiras, com 66,6%) e da Série B (Vasco, com 63,0%). De quebra, a equipe ainda não perdeu nenhum jogo em casa. Mesmo que não queira, o Bugre entra em campo como favorito.

    O ASA vem de uma campanha apenas regular no segundo turno da Série C. A equipe só não perdeu a vaga para as quartas de final porque o Remo empatou em casa com o rebaixado América (RN). Mesmo assim, o time sonha em surpreender. A história mostra que é possível. Em 2002, o ASA eliminou o Palmeiras na Copa do Brasil ganhando por 2 a 1 em São Paulo.

  • Diagnóstico precoce poderia evitar cegueira em cerca de 30 mil crianças

    Retinopatia da prematuridade, catarata, toxoplasmose, glaucoma congênito e atrofia ótica são as principais causas de cegueira e baixa visão moderada e grave infantil no Brasil, isso é o que revela um levantamento produzido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e publicado no livro Prevenção da Cegueira e Deficiência Visual na Infância, de autoria da pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Andrea Zin e da oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho. No entanto, com a oftalmologia atual, pelo menos 70% das causas de cegueira e grave comprometimento visual infantil poderiam ser evitadas ou possuem tratamento efetivo.

    Para reverter este quadro é preciso um cuidado multidisciplinar com todos os profissionais que acompanham a mulher desde antes do nascimento até os primeiros anos de vida do bebê. “O primeiro passo é a realização de um bom pré-natal, para identificar e tratar doenças infecciosas congênitas, como toxoplasmose, herpes, citomegalovírus, sífilis e, mais recentemente, o Zika vírus”, destaca Andrea Zin. Segundo a especialista, no nascimento e ao longo dos primeiros anos de vida, a principal estratégia de triagem é a realização do teste de reflexo vermelho, popularmente conhecido como teste do olhinho. “Esse teste simples é feito pelo pediatra e obrigatório por lei e gratuito, há mais de 10 anos, em diversos estados brasileiros”, ressalta a pesquisadora.

    De acordo com o levantamento, aproximadamente 20% das crianças em idade escolar apresentam distúrbios oftalmológicos em decorrência de erros refracionais não corrigidos (ex: falta de óculos), estrabismo e ambliopia (diminuição da intensidade visual). “Dessas crianças, estima-se que 5% apresentem menos de 50% da visão normal”, destaca Keila Monteiro de Carvalho. Ainda segundo ela, diferente da pessoa que nasceu com a visão íntegra e, por diferentes causas, adquiriu a baixa visão na idade adulta, a perda da integridade do sistema visual nos primeiros anos de vida causa um grave impacto no desenvolvimento global, como problemas de autoestima, dificuldade de aprendizado e baixo desempenho escolar. Além disso, essa criança tem necessidade de educação especial e material adaptado.

    Veja abaixo a lista das causas mais frequentes de cegueira e baixa visão infantil no Brasil

    TOXOPLASMOSE OCULAR CONGÊNITA (14 a 40%):

    Doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Estima-se que 33% da população estejam infectadas, embora a maioria seja assintomática. A doença pode ser classificada como congênita, quando a gestante se infecta na gravidez e o parasita atravessa a placenta e contamina o feto, ou adquirida, também chamada de pós-natal. O comprometimento ocular é a manifestação mais comum da toxoplasmose, e a doença é a principal causa de uveíte (inflamação da úvea, camada intermediária do olho) no mundo, podendo levar à sequela visual grave.

    Prevenção: para inibir a infecção é recomendado evitar o consumo de carnes cruas ou mal cozidas, lavar adequadamente utensílios domésticos após contato com carne crua, consumir água fervida ou tratada, limpar frutas e vegetais antes do consumo, utilizar luvas para a manipulação do solo e caixas de areia, e controlar a alimentação e circulação de gatos.

    Tratamento: uma vez feito o diagnóstico de toxoplasmose aguda na gestação, o tratamento busca diminuir o risco de parasitemia (número de parasitas presentes na corrente sanguínea) e, consequentemente, a transmissão vertical (de mãe para filho). “Neonatos com infecção congênita confirmada devem sempre receber tratamento antiparasitário no primeiro ano de vida, independentemente da presença ou não de sintomas”, afirma Andrea Zin. Em caso de lesão na retina no recém-nascido, pode ser indicado o uso de corticoide sistêmico, com o objetivo de diminuir o risco de complicações oculares secundárias à inflamação intraocular.

    CATARATA INFANTIL (7 a 19%):

    A catarata pediátrica, responsável por 14% das crianças cegas do mundo, é uma das principais causas tratáveis ou preveníveis de cegueira na infância. “Uma criança com catarata congênita total bilateral, ou seja, nos dois olhos, não operada antes dos 3 meses de vida, desenvolverá nistagmo (movimento oscilatório e/ou rotatório do globo ocular) e será cega por toda a vida”, destaca Keila Monteiro.

    Prevenção: normalmente a catarata infantil pode ser de causa hereditária, por infecções maternas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e outras), causas metabólicas (hipoglicemia e hipocalcemia), síndromes, entre outros fatores. Assim, o objetivo é a identificação e tratamento precoce. O teste do reflexo vermelho é a forma mais adequada para detecção precoce da catarata em crianças e deve ser realizado durante as primeiras semanas após o nascimento e três vezes ano até o segundo ano de vida. Para ser considerado normal, o examinador deve enxergar um reflexo vermelho ou alaranjado e simétrico. Esse exame é atualmente obrigatório em 16, dos 26 estados brasileiros, e no Distrito Federal.

    Tratamento: quando a catarata compromete o eixo visual, o tratamento é, basicamente, cirúrgico. As modernas técnicas cirúrgicas e avanços no uso de equipamentos e insumos, como viscoelásticos e lentes intraoculares, têm melhorado sensivelmente os resultados anatômicos e visuais das cirurgias de catarata em crianças.

    RETINOPATIA DA PREMATURIDADE (3 a 21%):

    É uma doença que compromete a vascularização da retina imatura dos recém-nascidos prematuros. Estima-se que existam no mundo cerca de 1,5 milhão de crianças cegas. Destas, 100 mil estão na América Latina, e cerca de 20% dos casos a cegueira ocorrem pela retinopatia da prematuridade.

    Prevenção: é uma doença diretamente ligada ao nascimento prematuro, assim, a melhor forma de prevenção é através da realização do pré-natal. Os fatores de risco para a doença relatados na literatura são prematuridade, muito baixo peso ao nascer, síndrome do desconforto respiratório, sepse, transfusões sanguíneas, gestação múltipla e hemorragia intraventricular.

    Tratamento: existem vários estágios da doença e apenas os casos mais graves têm indicação de tratamento, pelo risco de complicações e cegueira. Quando indicado, o tratamento é realizado através da fotocoagulação retiniana, normalmente com laser diodo ou argônio sob anestesia local.

    GLAUCOMA CONGÊNITO (11 A 18%):

    O termo glaucoma infantil representa um grupo de doenças raras que tem como característica a pressão intraocular elevada, lesão no nervo óptico, impacto no desenvolvimento do globo ocular e da acuidade visual. No Brasil, o glaucoma infantil está entre as principais causas de cegueira em crianças.

    Prevenção: os cuidados começam com a realização de exames pré-natais para identificação e tratamento de doenças infecciosas congênitas e aconselhamento genético para doenças hereditárias, como o glaucoma. Ao nascimento e ao longo dos primeiros anos de vida, a principal estratégia de triagem é a realização do teste do reflexo vermelho.

    Tratamento: o glaucoma na infância requer intervenção cirúrgica em praticamente todos os casos. Em geral, 25% necessitam de uma segunda intervenção no primeiro ano após o diagnóstico.

    ATROFIA ÓTICA (10,5%):

    A atrofia do nervo óptico resulta na desconexão das ligações nervosas que unem o olho ao cérebro. Quando chega ao ponto de atrofiar, o nervo óptico não transmite mais os sinais luminosos para o cérebro montar a imagem.

    Prevenção: como a atrofia é o ponto final do processo de perda de visão pelo desligamento do nervo óptico, suas causas podem ser variadas. Os principais sinais do processo de atrofia são visão embaçada, perda aguda da capacidade de distinção das cores, diminuição da acuidade visual (qualidade da visão) e a perda do campo visual (quantidade de visão).

    Tratamento: o tratamento é realizado de acordo com a causa da atrofia do nervo ótico. Se o processo de atrofia for causado pelo glaucoma, não há cura, apenas tratamento para estagnar a perda de visão e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente. Nas outras situações, tratando a causa, o processo de atrofia desaparece.

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